terça-feira, 4 de agosto de 2015

A Pele que Habito



Galera, estou volta. Hoje farei diferente, em vez de fazer uma resenha de um filme que gostei, vou fazer a resenha de um dos piores filmes que assisti na vida (o pior filme que assisti na verdade).
Então, o filme de hoje é o espanhol A Pele que Habito (La Piel que Habito) de 2011, do diretor Pedro Almodóvar, isso mesmo, o mesmo diretor que elogiei em duas outras resenhas. Então vamos lá.
 De cara, o filme começa com um mistério, onde uma mulher vive presa e sob vigília constante de câmeras. Este longa metragem tem como personagem principal o médico cirurgião Robert Ledgard (Antonio Bandeiras), um cara bem estranho que vive recluso junto de sua filha (Norma), desde quando sua esposa faleceu. Robert é uma personagem completamente sem noção, que é tão mal que construída chega a ser engraçada. O seu grande objetivo é recriar em laboratório uma espécie de pele humana, de tão obstinado, esse objetivo se torna uma obsessão na vida de Robert. Tal obsessão se deriva do fato de sua finada esposa ter tido o corpo totalmente deformado por queimaduras.
Até aí, o filme é mal feito, mas ainda é “assistível”. A pior parte ainda está porvir... Robert e sua filha saem para uma festa, promovida por alguns de seus colegas. Nessa festa, Norma sai para dar uma volta no jardim do local da festa e acaba por conhecer Vicente (Jan Cornet), um jovem comum, com espírito aventureiro. Os dois conversam, até norma retira os sapatos e algumas peças de roupa que a atrapalham, o que excita Vicente, que não se controla e a agarra à força, cometendo um estupro. Horas depois, Robert encontra Norma desmaiada no chão, ao ser acordada, a mesma associa o estupro ao seu pai. A partir daí, Norma vive reclusa no sanatório, onde não consegue chegar perto do próprio pai, onde a mesma acaba por cometer suicídio.
Galera, até então o filme é ruinzinho, tem umas coisas meio esquisitas, mas ainda é suportável, mas agora que a coisa vai ficar ruim, preparem-se... Robert vai atrás de Vicente, e ao acha-lo, o atropela e seda. Daí também o sequestra para a sua casa, onde o coloca em um cativeiro parecido a uma jaula. Por qual motivo ele o sequestra? Para fazer jogos sádicos? Não! Ele o sequestra para fazer suas experiências na criação da pele humana em laboratório. Primeiro ele faz uma cirurgia de mudança de sexo em Vicente, isso mesmo, ele faz a porra (desculpem-me pela palavra de baixo calão) de uma cirurgia sem relação nenhuma com a história. Daí em diante, o seu objetivo é transformar Vicente em uma mulher, fazendo experiências com sua pele. Através dessas experiências, Robert acaba por transformar Vicente em Vera, uma mulher que é quase idêntica a sua esposa (isso mesmo, o cara transforma o estuprador de sua filha na finada esposa, socorro!).
Com isso, Robert acaba por se apaixonar por Vera, o que gera resultados devastadores na vida deste médico...
Bom, não sei o que deu na cabeça do Pedro Almodóvar em rodar um longa com esta história absurda, mal construída e sem um pingo de racionalidade. Que ser humano iria transformar o estuprador da própria na finada esposa? Quem se apaixonar pelo estuprador da própria filha? Sem falar nos erros científicos grosseiros, Vera jamais iria ficar igual a falecida esposa de Robert. Juro que levei um grande susto ao assistir este filme, não esperava por uma história dessas, olha que já assisti muitos filmes com histórias bem tristes e bizarras, sou mente aberta e gosto de histórias bem construídas e elaboradas, mesmo que violem qualquer tipo de código moral estabelecido na sociedade, mas caramba, esse filme não dá!


Normalmente termino minhas resenhas com uma reflexão que o filme constrói para interpretar a complexidade do nosso mundo, mas não consigo tirar nenhuma ideia ou reflexão a partir da história desse filme. Mas fica a dica, quem quiser assistir ao filme, vale à pena para rir, de tão absurdo fica engraçado. Nunca me senti tão frustrado ao ver um filme...

Trailer do Filme:

Página no IMDB:

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