Olá
pessoa! Continuando nosso giro pelo nosso universo cinematográfico, como na
última resenha homenageei os filmes do tipo B, hoje vou prestar minha homenagem
aos filmes sci-fi de baixo orçamento, que foram produzidos em larga escala no
início dos anos de 1990. Impulsionados pelo sucesso do sci-fi Exterminador do
Futuro, essas películas utilizavam muito da temática do perigo da inteligência
artificial, de que a mesma poderia se voltar contra o ser humano. Para tal, eles
adoravam utilizar o ciborgue (parte humana e parte “máquina”) como ameaça. Por isso,
o filme escolhido de hoje é norte americano American Cyborg (Ciborgue Americano) de 1993.
Dirigido por Boaz Davidson (cineasta israelense). Talvez hoje em dia, ao ver este filme, as pessoas o
achem bobo, mas tirando essa parte do anacronismo temporal (foi um filme de
poucos recursos e rodado no ano de 1993), é uma grande história, com muito
suspense, aventura e mostra que às vezes o inimigo pode ser amigo.
A história do filme se passa em um futuro não tão distante na cidade de Los Angeles, que se encontra toda devastada devido a grande guerra mundial nuclear ocorrido a algumas décadas.
Neste cenário, os seres humanos que conseguiram sobreviver vivem em condições de extrema
pobreza, sem água potável, sem moradias dignas, sem alimentação adequada.
Devido a isso, existem grupos de canibais, pois não há outra forma de se obter alimentos de origem animal. No meio de toda essa destruição e devastação, existem ciborgues,
que foram desenvolvidos pelas indústrias de inteligência artificial e que não puderam
mais serem controlados. Estes ciborgues caçam os seres humanos sobreviventes,
principalmente os bebês recém-nascidos.
Neste
caos, a linda e jovem Mary (Nicole Hansen) dá à luz a um bebê em um laboratório
secreto, o bebê é mantido em um incubadora artificial, e a missão de Mary é
levar seu filho para fora da cidade, para dar novas esperanças à humanidade e
evitar que o mesmo seja assassinado pelos ciborgues. Porém, parte dos seus
planos é frustrado quando o Androide Assassino (John Ryan) invade o laboratório
e mata todos que estão ali, menos Mary e seu filho, que conseguem fugir.
Em
sua fuga, Mary acaba conhecendo Austin (Joe Lara), um andarilho das ruas de Los Angeles,
que a salva de um ataque de uma gangue. Mary pede a ajuda de Austin para sair
da cidade e colocar seu filho em segurança. De início relutante, Austin acaba aceitando
o pedido. Nesse tempo, o Androide Assassino consegue localizá-los, começando um
grande suspense e ação.
Nessa
caçada, Austin acaba ferido pelo androide e descobre que ele também é um ciborgue,
dando novos rumos a trama, que acaba de maneira surpreendente.
Paras
as pessoas que gostam de ficção científica, filmes independentes e de conspirações
futurísticas, essa história é fantástica e recomendo de verdade. Tem uma narrativa
incrível, personagens muito interessantes, como é o caso de Austin, e o filme também representa as personagens
femininas de maneira honesta e forte, diferentemente do que ocorre na grande
maioria das películas.
No fim, essa não é uma história absurda, pois no futuro podem ser desenvolvidas máquinas de guerra com inteligência artificial e com essa inteligência, elas não podem ser controladas de maneira ótima pelo ser humano, o que pode causar grandes problemas, como no filme.
No fim, essa não é uma história absurda, pois no futuro podem ser desenvolvidas máquinas de guerra com inteligência artificial e com essa inteligência, elas não podem ser controladas de maneira ótima pelo ser humano, o que pode causar grandes problemas, como no filme.
Trailer do filme:
Página no IMDB:

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