quarta-feira, 3 de junho de 2015

American Cyborg




Olá pessoa! Continuando nosso giro pelo nosso universo cinematográfico, como na última resenha homenageei os filmes do tipo B, hoje vou prestar minha homenagem aos filmes sci-fi de baixo orçamento, que foram produzidos em larga escala no início dos anos de 1990. Impulsionados pelo sucesso do sci-fi Exterminador do Futuro, essas películas utilizavam muito da temática do perigo da inteligência artificial, de que a mesma poderia se voltar contra o ser humano. Para tal, eles adoravam utilizar o ciborgue (parte humana e parte “máquina”) como ameaça. Por isso, o filme escolhido de hoje é norte americano American Cyborg (Ciborgue Americano) de 1993. Dirigido por Boaz Davidson (cineasta israelense). Talvez hoje em dia, ao ver este filme, as pessoas o achem bobo, mas tirando essa parte do anacronismo temporal (foi um filme de poucos recursos e rodado no ano de 1993), é uma grande história, com muito suspense, aventura e mostra que às vezes o inimigo pode ser amigo.

A história do filme se passa em um futuro não tão distante na cidade de Los Angeles, que se encontra toda devastada devido a grande guerra mundial nuclear ocorrido a algumas décadas. Neste cenário, os seres humanos que conseguiram sobreviver vivem em condições de extrema pobreza, sem água potável, sem moradias dignas, sem alimentação adequada. Devido a isso, existem grupos de canibais, pois não há outra forma de se obter alimentos de origem animal. No meio de toda essa destruição e devastação, existem ciborgues, que foram desenvolvidos pelas indústrias de inteligência artificial e que não puderam mais serem controlados. Estes ciborgues caçam os seres humanos sobreviventes, principalmente os bebês recém-nascidos. 
Neste caos, a linda e jovem Mary (Nicole Hansen) dá à luz a um bebê em um laboratório secreto, o bebê é mantido em um incubadora artificial, e a missão de Mary é levar seu filho para fora da cidade, para dar novas esperanças à humanidade e evitar que o mesmo seja assassinado pelos ciborgues. Porém, parte dos seus planos é frustrado quando o Androide Assassino (John Ryan) invade o laboratório e mata todos que estão ali, menos Mary e seu filho, que conseguem fugir.

Em sua fuga, Mary acaba conhecendo Austin (Joe Lara), um andarilho das ruas de Los Angeles, que a salva de um ataque de uma gangue. Mary pede a ajuda de Austin para sair da cidade e colocar seu filho em segurança. De início relutante, Austin acaba aceitando o pedido. Nesse tempo, o Androide Assassino consegue localizá-los, começando um grande suspense e ação.
Nessa caçada, Austin acaba ferido pelo androide e descobre que ele também é um ciborgue, dando novos rumos a trama, que acaba de maneira surpreendente.

Paras as pessoas que gostam de ficção científica, filmes independentes e de conspirações futurísticas, essa história é fantástica e recomendo de verdade. Tem uma narrativa incrível, personagens muito interessantes, como é o caso de Austin, e o filme também representa as personagens femininas de maneira honesta e forte, diferentemente do que ocorre na grande maioria das películas.

No fim, essa não é uma história absurda, pois no futuro podem ser desenvolvidas máquinas de guerra com inteligência artificial e com essa inteligência, elas não podem ser controladas de maneira ótima pelo ser humano, o que pode causar grandes problemas, como no filme.

Trailer do filme:

Página no IMDB:

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